Enem: Proposta de Redação Médicos e Indústria Farmacêutica

Enem: Proposta de Redação Médicos e Indústria Farmacêutica
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Enem: Proposta de Redação Médicos e Indústria Farmacêutica; é um tema que está em discussão na sociedade brasileira.

Dicas Redação Enem

A redação é uma importante etapa do Enem; e o treino será uma das melhores estratégias para elaborar um bom texto.

A leitura e o treino serão importantes aliados para melhorar sua escrita; e sua argumentação para essa importante etapa do Enem.

A redação do Enem é um texto argumentativo-dissertativo; e exigirá que o candidato apresente bons argumentos para o problema levantado pela comissão organizadora.

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Enem: Proposta de Redação Médicos e Indústria Farmacêutica

A proposta abaixo foi elabora pelo Centro Universitário São Camilo (2015-2) e será um bom treinamento para a redação do Enem e vestibulares para o curso de Medicina.

Texto 1

Quantos médicos levam candidamente no bolso uma caneta com propaganda de laboratório? Uma pesquisa realizada entre maio e junho de 2000, com 181 residentes da Escola Médica de Virgínia (EUA); revelou que 97% deles carregavam pelo menos um brinde com logo de empresa farmacêutica no jaleco no momento da inspeção. Será que os resultados seriam diferentes no Brasil? Tenho razões para pensar que não. Os brindes – que variam desde uma simples caneta, com o nome de um fármaco que está sendo promovido; até passagens, estadias e inscrições em congressos, jornadas ou simpósios – evidenciam uma relação carregada de interesses.

A prescrição de fármacos é uma das mais antigas ações confiadas ao médico, não só pelo paciente, mas por toda a sociedade. Até que ponto essa confiança é merecida é um questionamento que se abriu desde que a saúde revelou-se um produto de mercado e um negócio altamente rentável, cotado nas bolsas de valores de todo o mundo.

A pesquisa com os residentes da Escola Médica de Virgínia apontou ainda que a maioria dos médicos não sente constrangimento por receber brindes ou participar de jantares oferecidos pela indústria farmacêutica. É incrível que médicos façam tal afirmação! Seria como acreditar que a indústria farmacêutica, que reverte 30% do seu faturamento em marketing junto aos médicos, distribui brindes e benesses por generosidade desinteressada.

É inegável a participação da indústria farmacêutica na pesquisa clínica e na busca de fármacos para novas e antigas patologias. Também é inegável sua participação junto às universidades, no financiamento de pesquisas e na atualização médica pelo patrocínio de eventos científicos e edição de livros distribuídos gratuitamente aos profissionais. Mas é evidente que se trata de um negócio em um mercado muito competitivo.

A indústria farmacêutica, por meio de empresas terceirizadas, realiza uma “pesquisa” chamada close-up para espionar o receituário dos médicos. O controle da fidelidade seria feito por farmácias e drogarias que, em troca de favores, repassam aos laboratórios as cópias das receitas prescritas – afrontando a confidencialidade e o sigilo profissional.

Assim, a indústria sabe exatamente quais médicos receitam seus produtos e, indiretamente, os influencia a prescrever os seus medicamentos. Como recompensa, os presenteia com brindes, viagens e inscrições em congressos.

A obrigação do médico é prescrever o medicamento mais benéfico, seguro, eficaz, de menor custo, baseado em julgamento clínico imparcial e científico. Os presentes podem ser considerados tentativas de suborno ou de influência da indústria farmacêutica na prescrição – o que é, de fato, a sua intenção. A aceitação de um brinde estabelece uma relação entre o médico e a indústria farmacêutica.

Texto 2

Importante, necessária e ética. Essas três palavras formam o tripé que melhor define a relação entre a classe médica brasileira e a indústria farmacêutica. É bem verdade que existe uma linha tênue entre o que consideramos o limite da ética e o que de fato é permitido, mas tanto médicos quanto empresários são unânimes em dizer que, de uma forma geral, esse caminho tem sido preservado.

Não há como negar que um está presente na vida do outro de uma forma ativa. Os médicos e a indústria estão juntos em seminários, simpósios e, principalmente, no consultório.

O professor adjunto da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Homero Gusmão de Almeida, afirma: “É possível, sim, um relacionamento pacífico, harmonioso e produtivo. Esse intercâmbio é fundamental, já que hoje a maioria das descobertas ocorre nas mãos das indústrias. Não tem como fugir.” E completa: “Isso não é exatamente um pecado, desde que seja guiado por princípios éticos e não ultrapasse barreiras. Ainda assim, é importante que o médico tenha cuidado para não ser seduzido por gentilezas.”

Não é apenas no próprio bom senso que os médicos se baseiam para construir essa relação com a indústria. Há lei que delimita essa aproximação. O artigo 19 da Resolução RDC 102, de 30 de novembro de 2000, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deixa bem claro isso: “O patrocínio por um laboratório fabricante ou distribuidor de medicamentos, de quaisquer eventos públicos ou privados, simpósios, congressos, reuniões, conferências e assemelhados, seja ele parcial ou total, deve constar em todos os documentos de divulgação ou resultantes e consequentes ao respectivo evento.” O parágrafo 1o ainda diz: “Qualquer apoio aos profissionais de saúde para participar de encontros, nacionais ou internacionais, não deve estar condicionado à promoção de algum tipo de medicamento ou instituição e deve constar claramente nos documentos referidos no caput desse artigo.”

Após a a leitura dos textos e em seus conhecimentos; redija um texto argumentativo-dissertativo, na norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema:

Médicos e Indústria Farmacêutica: Relação de conflito ético inevitável ou parceria benéfica?

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Acesse outros vestibulares que estão disponíveis  em várias universidades, centros universitários e faculdades.

Sobre o Autor: Rosangela Quinelato Possui graduação em Letras – Português/Inglês pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ubá (1995), Pós-graduação em Literatura Brasileira pela FAFI-Ubá e Pós-graduação em Tecnologias da Aprendizagem pelo Senac. Desempenhou por 9 anos a função de Diretora Pedagógica da Universidade Presidente Antônio Carlos – campus II Ubá e da Faculdade Presidente Antônio Carlos de Ubá. Desde 2015 atua como redatora para sites na área de Educação.

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