Candidato precisa conhecer a importância do Enem, dizem especialistas

Candidato precisa conhecer a importância do Enem, dizem especialistas
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De acordo com professores e demais especialistas em Educação, a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) apresenta diversas peculiaridades que precisam ser de conhecimento dos estudantes. Sendo assim, listamos diversas informações úteis a aqueles irão prestar a prova do Enem 2017.

Enem: Informações importantes

Abaixo algumas dúvidas que os candidatos têm em relação ao Enem, que envolve milhares de jovens na realização das provas.

1. Quando a prova é finalizada e enviada para impressão na gráfica?

Uma das grandes preocupações para o Enem é o estudo das atualidades e os candidatos perguntam até que mês eles deverão ficar ligados nas notícias. Apesar de não ser divulgada a data do envio dos cadernos do exame para a gráfica (por motivos de segurança, já que todo o processo é fechado); é possível ter uma ideia da época por meio de questões aplicadas em anos anteriores, que geralmente tem as questões organizadas até o mês de junho. Geralmente há poucas questões estritamente de atualidades; até porque as perguntas precisam ser pré-testadas e isso poderá acontecer meses ou até dois anos antes da aplicação das provas.

Para as provas do Enem, o estudo de atualidades será necessário para o aluno ter conhecimento das discussões em debate na sociedade e não para ele responder diretamente a questões.

A leitura de atualidade ajudará na elaboração da redação do Enem. Os eixos cognitivos que norteiam a produção das provas buscam avaliar de que forma o estudante se relaciona com o mundo e com a sua realidade; pois os temas da redação apontam para tópicos pontuais de grande chamada na imprensa.

2. Vale a pena chutar o que o candidato não sabe?

Sim! Quando o candidato não sabe de jeito nenhum a resposta de uma pergunta, valerá a pena chutar, mas não é o recomendado para o candidato, segundo professores e especialistas. Há algum tempo foi espalhado o mito de que chutar poderia ser prejudicial. Isso aconteceu em 2009, após o Enem passar a usar a Teoria de Resposta ao Item (TRI) para dar as notas da prova. As pessoas não conheciam muito bem esse método de avaliação e deu-se aí a confusão. A TRI avalia a coerência pedagógica das respostas, ou seja, se uma pessoa acerta uma questão difícil; é natural que ela também acerte as fáceis e médias (ou seja, é coerente). Mas, se ela erra muitas questões básicas e acerta algumas difíceis; a chance de ter sido no chute é maior e isso é penalizado pelo sistema.

O candidato não deverá deixar questões em branco, pois se o candidato deixar em branco perderá uma chance, pois ao chutar, ele poderá acertar. Se ele não souber a resposta da pergunta, deverá tentar eliminar algumas alternativas pela lógica. Uma dica é tentar evitar termos absolutos. Alternativas com expressões como ‘sempre’, ‘nunca’, ou alguma outra forma que generaliza demais uma situação; devem chamar a atenção do estudante porque há chances de estarem erradas.

3. Por que dois candidatos com o mesmo número de acertos na prova podem ter notas tão diferentes?

Por causa da TRI, que foi mencionada anteriormente. Duas pessoas com o mesmo número de acertos poderão ter notas diferentes devido à coerência pedagógica de cada prova. Por exemplo, em uma delas, o estudante pode ter errado muitas questões consideradas fáceis pela TRI e acertado algumas difíceis pelo chute. Essas questões certas terão um peso menor do que a de um estudante que acertou mais questões fáceis e médias. Por isso não adianta tentar comparar resultados com colegas antes de sair a nota no site do Inep baseado apenas no número de acertos.

4. Há graus de dificuldades diferentes nas edições do Enem?

A TRI trabalha com equivalência de provas nas edições do Enem. A TRI é eficiente porque leva-se em consideração os itens (as questões) a campo no pré-teste. A sensação de facilidade entre um edição e outra pode ser a familiaridade que o candidato tem com alguns conteúdos que são cobrados na prova nacional.

5. Há possibilidade de zerar a prova do Enem?

Sim. Em duas situações; uma na prova de redação e se o cartão de respostas de alguma área seja entregue totalmente em branco. Se o candidato preencher o gabarito, ou mesmo parte dele; já dará condições de a  TRI a usar parâmetros para avaliar os itens e o estudante pode ter da proficiência mínima até a proficiência mais alta.

De acordo com o Inep, a escala de proficiência é uma síntese do nível de domínio de competências dos alunos, definida pelo Inep na hora da escolha das questões que irão compor o exame. Ela nunca chega a zero (a não ser no caso apontado acima – deixando o gabarito todo em branco); mas sim a uma nota que pode ser considerada um “zero relativo” (a nota mínima atingida pelos candidatos representa a nota do grupo de estudantes que mais errou questões). Essa escala varia conforme a edição do exame. Ela é divulgada anualmente pelo Inep e servirá de base para as universidades estipularem as notas de corte no Sisu, por exemplo.

6. Para que serve a redação do Enem? Precisa mesmo fazê-la?

A redação é o momento em que o estudante pode mostrar suas habilidades de escrita, seguindo as exigências dos eixos cognitivos do Enem. Por isso essa etapa do Enem é tão importante, principalmente para as universidades que usam o Sisu como meio de seleção. Então, se o seu objetivo é conseguir uma vaga no ensino superior via Sisu, ProUni ou mesmo o Fies, faça a redação e capriche em seus argumentos, pois ela será o critério de desempate dos programas federais de ensino.

A redação também é a única prova em que há a certeza de que o estudante pode atingir a nota mil e isso poderá ser decisivo para cursos mais concorridos, como Medicina e Direito. A nota da redação será critério de desempate em várias seleções tais como Sisu, Fies e Prouni.

Analise os temas de redações que caíram em outras edições do Enem;

-Dicas para redação nota 1000 no Enem;

Consulte possíveis temas para Redação do Enem;

-Veja Redações  notas mil no Enem;

-Acesse Redações nota 1000 Enem 2016;

-Estrutura de texto argumentativo-dissertativo;

-Conheça as competências avaliadas na redação do Enem.

7. O candidato ao Enem deverá decorar fórmulas e fatos?

Atualmente as questões estão mais conteudistas, ou seja, cobrando não tanto apenas interpretação de fatos dados nas questões, mas sim conhecimentos adquiridos ao longo do Ensino Médio. Tal mudança aconteceu porque o Enem tomou proporções de vestibular ao dar acesso a universidades e, por isso, se tornou uma prova mais exigente. Portanto, o candidato deverá dominar o assunto e usar várias estratégias de preparação para a prova nacional.

O candidato deverá ter atenção às fórmulas de física e química. Em matemática, será necessário pelo menos saber as mais importantes. Na prova de Ciências Humanas não é preciso decorar datas, mas é útil ter atenção ao que o professor chama de “noção temporal”. Se uma questão se referir à Abolição da Escravatura, o candidato deverá saber que tal fato se refere ao final do século XIX no Brasil. Basta saber a data dos eventos mais importantes, como a Lei Áurea (1888), mas das leis menores dessa mesma época não haverá necessidade.

O que é cobrado no Enem?

8. Precisa ler todos os textos da prova, até mesmo os maiores?

Uma das principais reclamações dos candidatos ao Enem é em relação ao tamanho dos textos de apoio que aparecem no Enem. O candidato deverá ler o enunciado primeiro, porque depois ele correrá o olho no texto e conseguirá fazer uma leitura dinâmica, já buscando a resposta. Como o tempo é cronometrado, o candidato precisará fazer uma leitura mais rápida (mas ainda assim atenta) porque senão pode não dar tempo para responder a todas as questões.

9. Como achar a resposta certa no próprio enunciado?

Nas últimas aplicações do Enem, a resposta fazer parte do enunciado tem se tornado cada vez mais difícil. O Enem é muito ligado à interpretação e a reposta não é algo direto. Existem questões mais fáceis, como as que podem ser resolvidas por meio de interpretação de gráficos ou leitura de índices, localizados na própria questão, mas isso requer um esforço interpretativo do candidato. O candidato deverá trazer a experiência da sala de aula para a prova e, algumas vezes, existem questões que não utilizam o conteúdo formal do Ensino Médio, ou seja, não demandam dados externos, apenas os dados da própria questão.

10. Para que servem as notas do Enem?

A nota do Enem possui uma infinidade de usos, é preciso avaliar caso a caso. No entanto, para os principais programas do governo (Sisu e ProUni), só vale a nota do ano anterior. Se o candidato concorrer às vagas em 2018, é preciso fazer o Enem em 2017. Para o Fies, valerá qualquer edição a partir de 2010. É recomendado que o estudante sempre esteja atento ao edital dos processos seletivos que utilizam o Enem para verificar quais edições do exame são adotadas pelas instituições.

Sobre o Autor: Rosangela Quinelato Possui graduação em Letras – Português/Inglês pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ubá (1995), Pós-graduação em Literatura Brasileira pela FAFI-Ubá e Pós-graduação em Tecnologias da Aprendizagem pelo Senac. Desempenhou por 9 anos a função de Diretora Pedagógica da Universidade Presidente Antônio Carlos – campus II Ubá e da Faculdade Presidente Antônio Carlos de Ubá. Desde 2015 atua como redatora para sites na área de Educação.

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